quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Comerciaaaal !!!

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Frase

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.

(Luis Fernando Veríssimo)

Galácteos - Parte 38

Ao ouvirem uma misteriosa sonoridade nas proximidades daquela região, batizada de templo, os guerreiros haviam notado um outro movimento concentrado em um dos caminhos encobertos por pedregulhos e pilares partidos. Aigon solicitou para Trevor que destruísse estes obstáculos para que fosse revelado o possível inimigo, e feito isso o jovem parte em direção ao portal e dentre a fumaça causada pela explosão da pedra azul, trouxera um homem desmaiado.
Os demais logo se aproximam para ver quem seria:
_ Ele devia estar muito próximo dos escombros. – diz Dârti.
Hophings mais atrás, olha o guerreiro e demonstra conhecê-lo:
_ Não compreendo! O que ele faz aqui?
_ Conhece este homem? – pergunta Kiltay.
_ Claro que sim! Ele é um dos quatro prisioneiros que foram enganados por Vork, na certa quando fugiu do subsolo, e me deixaram preso naquele cômodo de grades, até ser encontrado por vocês.
E Vork mais distante não escondeu a verdade:
_ Sim! Ele é o Gorkin! Antigo companheiro de cela. Ainda vivo!
Trevor não apreciando a situação deixa seu comentário:
_ Sendo um prisioneiro e conhecido de Vork não é uma boa coisa.
_ Na certa estava tentando encontrá-lo para uma vingança passada – diz Hophings conhecendo o ódio que Gorkin e os outros prisioneiros demonstravam por ele.
Vork diante da situação estava mais calmo e dialoga olhando para todos:
_ Nem ele, nem o seu bando estão em meu encalço por uma boa razão: Acham que eu estou morto.
_ Como assim Vork? – pergunta Kiltay.
_ Quando eu escapei de você e de Trevor no corredor do subsolo, eu fui parar nas mãos deles, e seu líder transpassou sua espada em meu peito. Isso quase me matou. – e mostrou a região do corte, e as marcas de sangue na roupa, porém, não havia cicatrizes.
_ Nós havíamos confrontado com este grupo naquela ocasião. Lembro-me bem. Estavam vindo em direção oposta a nós. – comenta o velho.
_ Mas quando você nos achou disseste que eles te pouparam a vida para vir para este lado da montanha. – Trevor já se exaltando.
_ Pois é, eu menti. – provocando o guerreiro.
Quando os ânimos pareciam se elevar, Gorkin demonstra alguns sinais vitais, mexendo a cabeça, ainda de olhos fechados:
_ Ele está acordando! – exclama Dârti.
Aigon se aproxima e o coloca encostado sobre uma rocha:
_ Diga-me, quem é você? – pergunta o jovem.
_ Meu nome é Gorkin.
_ Como veio parar aqui? – Hophings bastante tenso.
Gorkin abre os olhos vagarosamente até o avistar há alguns metros, distante dos guerreiros que o cercavam:
_ Sinto muito por tê-lo deixado preso naquele cômodo.
_ Devia sentir mesmo. Agora sabes como é estar em desvantagem.
_ Sim. Confesso que erramos, e por isso, estou aqui, para consertar uma falha cometida pelo meu bando.
_ Como assim guerreiro? – Aigon já com sua espada em mãos.
Gorkin mansamente levanta-se olhando somente para Hophings:
_ Aproveito a chance para entregar-te algo. – e das costas desatou suas amarras mostrando um objeto enrolado sobre um pano, e disse – Isso lhe pertence.
_ Cuidado! Pode ser uma armadilha. - disse o Caveira.
Hophings, porém, imaginando o que seria, caminha a passos curtos, e segurando-o pano descobriu-o:
_ Minha espada! Com a minha pedra! – sorrindo, a agarrou erguendo-a para o alto.
_ Devolveste a espada que roubaste de Hophings, mas isso não reduz sua culpa! – afirmava Trevor. – Vieste aqui com qual intuito?
Gorkin estava ficando tenso pois a tensão ainda era notória:
_ Estou ao acaso, acreditem! Eu vi o mapa de toda a montanha através dos pilares quadrangulares, que ligadas a um tipo de elevador produziam um efeito nas paredes. Assim me foi mostrado esta vereda!
O velho sabia destes elevadores assim como os seus companheiros:
_ Estou ciente deste cômodo. No entanto, pouco a usamos com medo de atrair problemas. Parecia algo muito perigoso.
_ Mas, um cômodo que revela o mapa da montanha? – Aigon curioso.
_ Sim! Toda sua arquitetura. Tomei um destino e vocês me surpreenderam.
_ E os seus amigos? – Vork de lado.
O guerreiro olha para seu ex-parceiro de cela, mantendo um silêncio ligeiro, e o responde:
_ Estão mortos, pela fera. Escapei graças a esta espada ao qual roubamos.
Vork dá um sorriso:
_ Tiveram o destino que mereciam.
_ Talvez sim. E peço desculpas em memória deles.
Hophings guarda sua espada junto de sua pedra amarela, gesticulando positivamente:
_ De minha parte, tudo bem. Estamos todos com um mesmo objetivo, de sair daqui. E nossas decisões às vezes acabam sendo precipitadas. Se quiser nos ajudar, será bem-vindo.
Aigon, Kiltay e Trevor olhavam desconfiados, enquanto o Caveira procurava enxergar a espada de Hophings com sua pedra. Dãrti permanecia com o seu mesmo semblante desde a perda de seu irmão:
_ Se Hophings que foi o mais afetado por um fato passado não vê problemas, poderás seguir conosco em viagem. – disse Kiltay.
_ Agradeceria muito, contem comigo. – sorrindo Gorkin.
Paralelo a situação Aigon se aproxima de Dârti:
_ Quero que fique de olho nele durante o nosso percurso.
Dârti vira-se em sua direção:
_ Por que dizes assim? Não sigo ordens de ninguém!
_ O que há com você? Estamos em um grupo, enquanto busco uma solução para nós, poderia ficar de olho neste homem! – exclama o jovem espantado com a reação do amigo.
_ Verei o que posso fazer. – e se afastou de Aigon, se aproximando mais de Vork para conversar – O que você acha disto Vork?
_ Acho que mais um guerreiro acaba de ter poderes, e este Gorkin, continua mentindo bastante.
_ Mentindo? – Dârti impressionado.
_ Sim. Ele sabia da nossa posição, e creio que sei quem está por trás disso.
Perto de Hophings o Caveira não se conteve e perguntou:
_ O que tua pedra faz?
_ Ela faz com que possamos atravessar qualquer matéria sólida, paredes, rochas. Enfim, o corpo vira espírito.
Caveira respirava agressivamente, e ouvindo estas palavras se retira em direção ao portal por onde estariam para atravessar:
_ Poderemos usar este poder para atravessar a armadilha móvel que mencionei.
_ Sim? Tens certeza? – pergunta Trevor.
_ Vai funcionar.
_ Fico feliz em ter ajudado na devolução de sua espada. – disse Gorkin.
_ O destino está a nosso favor. – completa Hophings.
Kiltay pensativo lembrou de um outro meio para trilhar pelo corredor:
_ Estava lembrando do ocorrido e do ataque ao bando deste guerreiro. – apontando para Gorkin - E junto de Trevor, usamos uma pedra destas de Vork, que abreviou nossa jornada, quando então encontramos Hophings preso, entre grades.
_ Aprendeu a usar este poder também velho? – ironizava Vork.
_ Não é tão difícil.
_ Mas para este momento não acho muito adequado. Esta pedra nos transporta para um local que seja contínuo ao lugar onde estamos, ou, quando conhecemos um ambiente que esteja ligado diretamente ao ponto de partida, no nosso caso, seria aqui.
_ E se houver barreiras no caminho? – pergunta Trevor.
_ Corre-se o risco de ficar atravessado em alguma parede. – responde Vork.
_ Então, quer dizer, que se não soubermos o que há do outro lado deste portal, torna-se arriscado o seu uso? – Caveira pergunta.
_ Exato, mas você conhece o templo melhor do que todos. Não é?
Os guerreiros olharam para o Caveira, mas ele receoso não se compromete:
_ Eu nunca manipulei esse poder! E posso transportar todo mundo para algum eventual buraco. O risco é alto, vamos usar a pedra que atravessa a matéria.
_ O Caveira tem razão. – concorda Aigon – Não sabemos o que veríamos a primeira vista. Hophings manipulará o poder e nos conduzirá na dianteira.
No entanto, o guerreiro sabia de suas limitações:
_ Aigon. Não tem como levar todos protegidos pela pedra.
Kiltay concorda:
_ É verdade, já requer muita concentração somente para o portador de tal magia, imagine levando-nos junto de si. Teremos que realizar mais viagens, dividindo em bandos.
O jovem reflete e elabora um plano:
_ Hophings. Quantos você teria forças para levar?
_ Com segurança, apenas mais dois comigo.
_ Então levarás o Caveira e Dârti com você! Quando chegares ao fim do caminho, use a pedra de Vork para retornar até nós, e tirar-nos daqui.
_ Claro! Eu já saberia do trajeto! Ótimo plano Aigon.
Vork passa por Dârti:
_ Você é descartável, eis a prova.
Mesmo com essa afirmação e desconfortável com o fato de sentir-se indefeso por não haver poderes, Dârti parte para a entrada do portal, a prosseguir com a idéia de Aigon.
O Caveira se ajeitava, dando pequenas instruções para Hophings:
_ Você fará o que eu disser. Apenas faça sua parte em proteger-nos.
_ Tudo bem. – se prepara Hophings a receber de Kiltay a pedra que abrevia os caminhos.
_ Boa sorte Dârti – diz Vork.- Volte vivo!
E no contraste com a escuridão daquele destino, a pedra amarela ilumina o cenário transfigurando primeiramente o dono da espada, e depois semelhantemente aos dois bravos homens, surgindo uma explosão no ambiente.

Flaaaaaaft Froooooouuu

Ecoando o barulho seguia intensamente pelo corredor sombrio, até desaparecer trazendo o silencio incomodo aos que ficaram para trás:
_ Partiram. Espero que nada vos aconteça. – disse Trevor.
_ Se o Caveira aprontar, Dârti protegerá Hophings. Por isso o escolhi, ele o conhece bem.- disse Aigon.
_ Ah, foi por isso? – sorri Vork.
_ O que você quer dizer com isso? – o jovem tenta o alcançar mas Kiltay o segura.
_ Ele sempre foi assim, provocativo! – grita Gorkin.
_ E você sempre foi um péssimo mentiroso. – rebate Vork.
Todos ficam em silêncio enquanto o causador do agito prossegue o discurso:
_ Você nem sequer demonstrou espanto em me ver vivo, porque sabia que eu estaria aqui, o que me leva a crer que mentiu sobre seus amigos, que certamente estão do outro extremo da montanha. Não me enganas, você se encontra entre nós por alguma razão.
Gorkin, o encara da mesma forma:
_ O destino me enviou por um motivo, devolver a espada ao seu dono!
_ Mentira.
_ Por que pensa isso? – Kiltay assustado.
_ Eu entendo, quando um assunto esconde, traições.

Continua...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pausa para o café

Houuuu!!!Clique na imagem para ampliá-la.

Segredos do Sol - Parte 1

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Pavãozinho-do-Pará

Eurypyga helias
Vive à beira de rios e igarapés, onde pousa em galhos ou troncos caídos. Possui uma plumagem espetacular, que exibe quando está irritado, distendendo as asas e a cauda em forma de leque.

Secreto

Na firma o dia era de confraternização, e já próximo do Natal os funcionários receberam um convite para o tal do amigo secreto. Chegada a hora marcada para dirigir-se até a empresa, Pedrão e José chegam antecipadamente:
_ Que maravilha! Fim de ano! Adoro esse mês! – diz Pedrão.
_ Verdade Pedrão! È Natal! Tempo de paz!
_ E feriado.
_ Um momento de harmonia para com o seu semelhante.
_ È, e feriado.
_ Uma data para presentear quem a gente gosta.
_ Sim, mas é feriado.
_ E como você já disse, dias de descanso. – completou José.
_ Pois é! Ai vem o Ano Novo e tem aqueles fogos excepcionais!
_ Muito barulho!
_ Aqueles shows de lambada na beira no litoral!
_ Muita gente!
_ E bebida que não acaba mais nos quiosques!
_ Prefiro sorvete!
_ Pô! O que tu faz na virada de ano???
_ Eu? Bem, eu tomo sorvete, sabor graviola.
_ Que incrível! E mais nada? – Pedrão irônico.
_ Claro que não! Eu assisto um Dvd pra acompanhar.
_ Imagino o filme que tu assiste.
_ Ano passado eu vi o 2001: Uma odisséia no espaço! Duas vezes seguidas!
_ ...
_ Um belo filme! Mas dessa vez to pensando em ver “A Noviça rebelde”. Dizem que é recente.
_ Acho que você precisa de terapia José. Mas tudo bem, cada um tem a sua forma de aproveitar o ano novo. Bom, onde está o pessoal que não chega para o amigo oculto?
_ Não é oculto, é secreto!
_ Que seja, é tudo a mesma coisa pô! Dá o presente e tal!
Nesta hora chega Geraldo:
_ Oba! Oba! E ai pessoal! Cadê os demais?
Pedrão meio confuso o recepciona:
_ Pois nem diga rapaz! Chegamos achando que iriam estar todos aqui presentes.
_ Mas nem os presentes estão presentes! Hihihi – José rindo.
_ Ele bebeu refrigerante? – pergunta Geraldo a Pedrão.
_ Não, ele tá de gozação mesmo. Mas vamos aguardar, não há de se fazer mais nada além de esperar. Mas nos diga Geraldo, o que tu vai fazer de Natal?
Geraldo senta numa poltrona:
_ Eu? Ah! Eu fiz uma arvore, e botei lâmpadas nela.
_ Lâmpadas que piscam? – Pergunta Pedrão.
_ Sim, ficam piscando o dia inteiro aquelas porcarias no meu quarto, ainda taco fogo naquilo tudo. Mas não posso né gente? É natal!!!
_ Aeee! – afirma os dois.
_ Tempo de alegria!!!
_ Aeee!
_ Tempo de bons fluídos!!!
_ Aeee!
_ Mas deixe estar. Passou o dia 25 eu acabo com aquelas folhagens e tudo que estiver nela!
_ ... – os dois em silêncio.
_ A gente faz porque tem o espírito festivo e tal, mas ninguém me segura depois!
Pedrão pra desconversar:
_ Certo, e a ceia, vai ter né?
_ Ah claro! Sempre tem, e ai eu chamo os meus familiares, a minha sogra. Eu comprei aqueles pernis gigantes! Vai ser um estouro.
_ Bacana.
_ È, bacana, porque não foi você que comprou tudo!
_ ...
_ Eu trabalho que nem um condenado, e ai me vêm um pessoal com mais fome que a mãe da necessidade, e de quebra tem a sogra ainda pra me torrar a paciência.
_ É duro, mas, é natal!!! – grita José.
_ Ainda por cima ela me chama de gordo!
_ Mas você é gordo Geraldo! – exclama Pedrão.
_ Ah! Os olhos dela revelam essa verdade com mais maldade. Eu fico mais gordo do que pareço.
Os três ficam em silencio até José falar:
_ Bom, quem sabe não é uma indireta pra você virar o Papai Noel da vida deles?
Antes de Geraldo brigar com ele, chega Big Boss:
_ Bom dia seus incompetentes! Antes de mais nada, feliz Páscoa para todos!
_ Chefe! Não é Páscoa! – diz Pedrão.
_ Não estamos em Abril?
_ É fim de ano!
_ Sim! E não é Abril?
_ Dezembro chefe!!! – grita Pedrão
_ Isso foi mês passado.
_ Pelo amor! Que tipo de patrão é o senhor que não sabe os meses do ano???
_ Do tipo que paga o seu salário mensalmente!
Geraldo timidamente disse:
_ Mas o senhor não paga faz cinco meses.
_ Claro! Eu demiti vocês há cinco meses.
_ ... – todos em choque.
_ Brincadeirinha!!! Huahuahua. – e Big Boss cai na gargalhada.
_ ...
_ Vamos lá, só estava brincando, eu vou pagar todos vocês hoje, era parte do plano!
_ Peraí! O senhor não nos pagou por ser parte de sua brincadeira? – Pedrão louco da vida.
_ Sim.
_ ...
_ Se eu te disser Feliz Páscoa, você me desculpa?
_ É Natal!!!
_ Tudo bem, Páscoa.
_ Arg! Não vou discutir mais com o senhor no ano que vem! E mudando de assunto, onde estão todos para o amigo sagrado?
_ É secreto Pedrão! – afirma José.
_ Que seja, é tudo família mesmo.
Big Boss dá um sorriso:
_ Podemos começar, todos já estão aqui.
_ Como assim? – Geraldo confuso.
_ Eu bolei essa brincadeira e escolhi só vocês.
_ Mas por que chefe? – Pedrão confuso.
_ Demiti todos.
_ ... – todos em silêncio.
_ Mas vamos começar, com você Geraldo, vai, quem é o seu amigo secreto? – e dito isto Big Boss senta numa cadeira.
_ Er...tá então, assim acaba rápido mesmo! O meu amigo secreto uma pessoa boa.
_ Sou euuuuu!!! – grita Big Boss.
_ Calma, deixa eu concluir.
_ Desculpa.
_ Então, é uma pessoa boa e...
_ Sou euuuuu!!! – gritando de novo, porém Geraldo prossegue.
_ Boa e tem um comportamento de criança às vezes.
_ Sou euuuuu!!!
_ Uma criança daquelas que você tem vontade de dar uns cascudos!
_ ...
_ Uma criança insuportável! Mas é da firma e do bem, é você José!
_ Eu??? Pensei que fosse o Big Boss.
_ Engano seu, agora, tome o seu presente.
José pegou seu presente e desembrulhou-o rapidamente:
_ Um relógio despertador!!!
_ Isso. E não é qualquer coisa não hein! Ele fala em todos os idiomas tupi-guarani e possui na memória mensagens bíblicas em Ucraniano. E tem rádio também, mas só pega estações australianas.
_ Que demais!!! Mas como liga isso?
_ Não faço a menor idéia. Acho que quebrou, mas o importante é o valor sentimental, guarde-o em seu coração.
_ ...
Pedrão o anima:
_ Bom José, nos diga o seu amigo singelo.
_ Secreto.
_ Isso, quem é?
_ Ok! O meu amigo é um cara inteligente!
_ Sou euuuuu!!! – grita Big Boss.
_ Então, como eu disse, inteligente, e meio nervoso, mas é o seu jeito de ser. Todos gostam e o admiram. É você Pedrão!
Pedrão dá um sorriso, abraça o amigo e desembrulha o presente:
_ Valeu! Mas o que seria isso? Opa, um...porta retratos.
_ Sim! E olha ai, minha foto!
_ Que...legal...com sua foto.
_ Eu ia colocar mamãe, mas acho que você não iria gostar, ai botei a minha mesmo. Gostou?
_ Opa.
_ Gostou mesmo?
_ Opa.
_ Isso é um sim?
_ Opa. Minha vez né? Bom, meu amigo, na verdade não é amigo, é um cara muito chato.
_ ... – Big Boss nada disse.
_ Ele é biruta, maluco, sem noção, desmiolado, palhaço, caloteiro, burro, estúpido, porém, é meu patrão e por isso eu respeito. É você Big.
_ Não entendi suas colocações mas irei relevar porque ganhei um presente seu – e ele desembrulhou – Uau! Um chapéu!
_ Não é um chapéu. – Geraldo percebendo o que era.
_ Claro que é! Um chapéu, de plástico.
_ É um pinico chefe! – diz Pedrão.
_ Não pode ser. Parece um chapéu.
_ È pinico, porque você fez muitas besteiras nesse ano, e no próximo ano, use-as tudo no pinico.
Big Boss olhou bem nos seus olhos:
_ No chapéu.
_ Arg!!! – Pedrão saiu do ambiente.
_ Obrigado Pedrão, pelo chapéu. Agora minha vez, meu presente vai para um funcionário que me puxa muito o saco, e me idolatra. Somente por isso o mantive na firma. É você Geraldo.
_ Obrigado chefe! – Geraldo segurou o presente.
_ Espero que goste.
_ Que lindo! Um papagaio empalhado!!!
_ Bonito! Parece até com o seu né? – José sorrindo.
_ Verdade, parece com o meu papagaio, o Napoleão.
_ Sim! Ele parece, porque é o próprio.
_ ...
_ ...
_ Você empalhou meu papagaio?
_ Eu? Er...não.
_ Você empalhou sim!!! Acabou de falar!!!
_ Falei? Então, er... mas que coisa não? Como pode ver é original! Mas afinal, você gostou ou não do meu presente???
_ ...
_ Ah, tá emocionado. Com essas lágrimas não precisa dizer mais nada. Bom é isso pessoal! Feliz Páscoa pra vocês! E dia 25 é a virada do ano hein!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rádio Vitrola

Cidade Negra - Onde Você Mora

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Para baixar a música"Onde Você Mora" em mp3, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/78825885/7f3dcb0b/cidade_negra_-_onde_voc_mora.html?s=1

Uluru-Kata Tjuta


O Uluru, também denominada de Ayers Rock, ou se preferir comumente chamado pelos australianos de The Rock (A Rocha), é uma enorme formação rochosa localizada no Estado de Northern Territory, na região central da Austrália. Ela fica dentro do Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta.
Esta gigantesca rocha está classificada como o segundo maior monólito do mundo, atrás de Monte Augustus que também pertence ao país. Suas medidas ultrapassam 300 metros de altura, com 8 quilômetros de circunferência, acreditando-se que pela formação que ela possui, ainda se estenda por 2,5 quilômetros abaixo do solo.
Uluru é venerado como um símbolo espiritual, um local sagrado pelos povos aborígines da região (Pitjantjatjara e Yankunytjatjara), transmitindo ao observador uma mistura de mitologia com paisagens naturais e magníficas.
De acordo com estes povos, dentro da rocha vivem dois espíritos, o que a torna algo vivo para eles. As marcas e formas rochosas são interpretadas pelos aborígines como parte do corpo da Uluru, e como resquícios de inúmeras batalhas travadas entre estes dois espíritos. Para os turistas tais formas não passam de fendas, cavidades, cavernas, etc.
Além do seu tamanho, Uluru impressiona pela coloração, que muda de acordo com a iluminação que recebe durante as horas do dia, e do ano. Apresenta-se ao nascer do sol com um vermelho escuro, sendo efeito de uma composição natural do ambiente, basicamente arenito impregnado de minerais como feldspato. Já ao pôr do sol emite um brilho parecido a metais como ferro, gerando um tom de ferrugem, devido a sua oxidação.
O nome Ayers Rock originou-se devido os colonos europeus que a nomearam em homenagem ao primeiro ministro australiano Henry Ayers. Uluru é um termo aborígine e tornou-se esquecido durante anos. Somente na década de 80 foi incorporado ao nome oficial, ficando Ayers Rock/ Uluru. Na década de 90 inverteu-se para Uluru/Ayers Rock.
Não muito distante, há cerca de 40 quilômetros, temos outra formação rochosa, chamada de Kata Tjuta (Muitas Cabeças), ou Olgas. Ela é constituída de 36 grandes saliências. As duas formações dão o nome ao Parque Nacional, que trabalha intensamente em prol do turismo, especialmente durante o inverno australiano, construindo postos de observação com acesso pela estrada, mais zonas de estacionamento, dando assim conforto aos visitantes e melhorando suas condições de passeio pelo local. Tanto no amanhecer quanto no anoitecer.
O Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta tornou-se Patrimônio Mundial da Unesco em 1987.

Presente

Recebe-se o novo instrumento, agraciado pelos bem quistos familiares, novo e frágil, o dedo suavemente desliza no objeto contemplado, e dele projeta-se os possíveis feitos que sucederão a partir daquele instante em diante.Uma fixação nos condiciona a explorar cada detalhe do brinquedo e dele o prazer e alegria seguem constantes e duradouros. O cheiro e a textura da novidade transformam as palavras em prolongadas explicações e dizeres a respeito deste bem material sejam para quaisquer ouvidos atentos, elucidando os seus mistérios iniciais, até que já não possa haver mais vestígios de surpresas.
Usado e aproveitado, tal utensílio é guardado, sendo apenas lembrado como um símbolo de uma infância simples, porém, especial. Nas gavetas e armários constam as coleções e histórias vividas nos mais diversos ciclos, carregados de nostalgia e satisfação.Todavia, alguns dos pertences esquecidos ou despojados na memória adulta, poderiam ser ressuscitados e renovados sobre as mãos de uma outra criança, ao qual seria grata e faria desta benção o seu pequeno mundo perfeito, feliz, da mesma forma que assim aconteceu na sua mocidade.
 
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